
Cuidados nos caixas eletrônicos
15 Abril 2008
Nas últimas semanas decidi três processos idênticos a respeito de fraudes realizadas no interior de um caixa eletrônico desta cidade. Em todos, a conduta dos estelionatários era a mesma. Uma pessoa observava a digitação da senha eletrônica do cliente e, depois, o distraía com algum comentário; outra pessoa, naquele instante de distração, trocava o cartão bancário por outro. O cliente deixava o caixa sem notar a troca e os estelionatários realizavam o pagamento de contas e diversos saques de valores. Em um dos casos o correntista levou semanas para notar o golpe e o prejuízo econômico foi grande.
Duas questões devem ser destacadas. A primeira, se você estiver no interior de um caixa eletrônico, tome muito cuidado com a aproximação de pessoas; jamais perca de vista o seu cartão nem permita que alguém veja a sua senha; não aceite a ajuda de ninguém, exceto de funcionários do próprio banco. A segunda questão é a de que o banco tem o dever de proporcionar aos clientes um ambiente livre de criminosos, com seguranças e câmeras para diminuir o risco de delitos patrimoniais. Isso é conseqüência natural do dever do banco de guardar o patrimônio do cliente com a mesma segurança e cuidado com que guarda o seu próprio patrimônio. Nos três casos não havia nenhum segurança nem nenhuma câmera de vídeo no local.
Juan Biazevic